O governo colombiano informou que está autorizada a presença da senadora de esquerda Piedad Córdoba na missão humanitária coordenada pela Cruz Vermelha que deve resgatar mais um refém das Farc nesta segunda-feira.
A operação de resgate estava em dúvida devido à diferenças entre o presidente Álvaro Uribe e a comissão civil de Córdoba, que trabalha junto às Farc para coordenar a libertação dos reféns.
"O presidente concordou com a solicitação da Cruz Vermelha para que a senadora Piedad Córdoba acompanhe a libertação dos reféns", disse um comunicado oficial.
No domingo, um helicóptero brasileiro levou delegados da Cruz Vermelha e uma comissão liderada pela senadora para buscar três policiais e um soldado que eram mantidos reféns na selva.
Mas logo após a libertação, Uribe suspendeu o envolvimento da missão humanitária liderada por Piedad Córdoba, que já ajudou a mediar outras libertações. A medida foi tomada depois que membros da comissão civil de Córdoba disseram que a operação foi atrasada por causa de operações militares.
O governo negou a acusação, embora Uribe tenha reconhecido que aviões do Exército tenham sobrevoado a área. Espera-se que um vôo resgate Alan Jara, ex-governador do departamento de Meta mantido refém há mais de sete anos, nesta segunda-feira. Há ainda planos para uma terceira operação para resgatar outro parlamentar esta semana.
As entregas despertaram especulações sobre se a libertação de outros reféns dará impulso político ao grupo, enfraquecido pelas deserções e pela ofensiva do presidente Álvaro Uribe, que tem o apoio dos Estados Unidos.
As próximas libertações também foram atrapalhadas por um carro-bomba que explodiu no domingo diante de um posto policial em Cali, matando pelo menos duas pessoas e ferindo 39, em um ataque cuja autoria as autoridades atribuíram às Farc.

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