Morre almirante Sanguinetti, defensor do fim das armas nucleares

20 de julho de 2004 • 16h39 • atualizado às 16h39

O almirante francês Antoine Sanguinetti, polêmico defensor da renúncia às armas nucleares e crítico da política militar de seu país nos anos 70, morreu hoje, terça-feira, aos 87 anos na Córsega, anunciaram seus próximos.

Nascido em 1917 no Cairo (Egito) e irmão de um ex-ministro do governo do general Charles de Gaulle, Alexandre Sanguinetti, este militar alcançou a categoria de general da marinha francesa em 1972, após estar a frente do porta-aviões "Clemenceau".

Sanguinetti se tornou popular quando em 1976 denunciou a política militar da França em uma série de artigos publicados no jornal "Le Monde" e que lhe custaram a aposentadoria antecipada.

Depois de pendurar o uniforme, lançou-se à política no Partido Socialista, do que foi depois expulso por figurar em uma lista dissidente nas eleições corsas em 1982.

Nas eleições européias de 1994, foi terceiro na lista de "Europa começa em Sarajevo", partido que denunciava a ascensão do fascismo na Europa e o regime de Slobodan Milosevic na Sérvia.

Dois anos depois, Sanguinetti se aliou a um grupo de sessenta gerais e almirantes aposentados, entre os que havia americanos e russos, para solicitar a renúncia às armas nucleares.

Este atípico militar foi condecorado com a Legião de Honra francesa e era membro do comitê central da Liga dos Direitos Humanos desde 1980.

Morreu na casa de seu filho em Bastelicaccia (Córsega).

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »