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OEA espera que Obama levante embargo a Cuba

20 de janeiro de 2009 12h13 atualizado às 12h26

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, manifestou nesta terça-feira a esperança de que, sob a presidência de Barack Obama, os Estados Unidos levantem o embargo que mantêm há mais de 40 anos contra Cuba.

"Espero que isso ocorra", disse Insulza em declarações de Washington à rádio Cooperativa, nas quais indicou que "no programa do presidente Obama há algumas propostas nessa matéria".

Entre essas propostas, Insulza lembrou a normalização das viagens à ilha e permitir as remessas de dinheiro aos parentes. "Espero que isto seja o começo", afirmou o político socialista chileno.

"Eu queria que se terminasse em breve o embargo a Cuba, e também que Cuba pudesse voltar ao sistema interamericano, mas isso nós iremos vendo com o tempo, na medida em que, como disseram os protagonistas, forem fazendo os gestos e tomando as decisões necessárias", especificou.

Insulza disse ainda que Obama "seguramente vai fechar" a prisão de Guantánamo, sem mencionar nenhum possível pedido de contrapartida de abertura democrática ao Governo de Cuba.

Na opinião do secretário-geral da OEA, o que esperam do Governo de Barack Obama os países da região é mais diálogo, "uma relação na qual ninguém trate de impor seus termos e se busquem acordos e consensos. Mais que uma mudança de tema, é uma mudança de estilo".

Para os secretário, a crise econômica mundial e as duas guerras no Oriente Médio são a herança que deixa o mandato de George W. Bush e que Obama deverá enfrentar no curto prazo.

"O conflito árabe-israelense é a base de grande parte dos problemas que se têm nessa região. Esses são os temas que terá que enfrentar o novo presidente muito em breve e firmar as posições respeito de como vai enfrentar a situação do Afeganistão e do Paquistão", disse.

EFE
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