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 ONU denuncia uso de bombas de fósforo em Gaza
15 de janeiro de 2009 13h59 atualizado em 16 de janeiro de 2009 às 00h22

O incêndio que devastava nesta quinta-feira o complexo da agência da ONU para ajuda aos refugiados palestinos (UNRWA) na cidade de Gaza se deve a bombas de fósforo lançadas pelo exército israelense, afirmou o diretor da agência, John Ging.

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  • Número de mortos
  • Palestinos: 1055
  • Israelenses: 13
  • Feridos: 4580
  • Fonte: Agências internacionais

"Não há combates nos arredores do complexo. Foram obuses de artilharia e bombas de fósforo que alcançaram a zona do armazém e das oficinas", declarou Ging à CNN. "É preciso abrir uma investigação a respeito".

"Agora estamos diante de um incêndio causado por bombas de fósforo, que é muito difícil de apagar porque usar água será tóxico", explicou. Segundo ele, existem 700 pessoas no local, muitos feridos que precisam ser evacuados. "A situação é muito séria. O problema e que também temos um enorme depósito de combustível".

"O complexo é a plataforma de todas as operações humanitárias em Gaza, os alimentos, o combustível, está tudo armazenado aqui", enfatizou. Por causa do ataque desta quinta-feira, a UNRWA anunciou a suspensão das atividades em Gaza.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moom, se disse ultrajado com o bombardeio israelense contra a principal agência da ONU de ajuda aos palestinos em Gaza. "Fiz saber que protesto firmemente e que estou escandalizado. Já pedi uma explicação detalhada ao ministro da Defesa e ao ministro das Relações Exteriores", declarou Ban à imprensa em Tel Aviv.

Na véspera, a ONG Human Rights Watch voltou a pedir a Israel que não use armas contendo fósforo branco, ou substâncias químicas tóxicas similares, nas zonas povoadas da Faixa de Gaza. O fósforo branco "é um componente químico que incendeia os edifícios e queima as pessoas", alertou o diretor da HRW, Kenneth Roth, em entrevista coletiva em Washington.

"Isso não deve ser utilizado nas zonas povoadas", acrescentou. A exposição a esse agente tóxico pode ser fatal. Sua utilização não está proibida por qualquer tratado internacional, mas o Protocolo III da Convenção de 1980 sobre as Armas Convencionais proíbe seu uso contra populações civis, ou contra forças militares instaladas entre as populações civis.

AFP
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