O governador de Tarija, Mario Cossío, disse em discurso que, caso se aprove o projeto constitucional, "nunca haverá autonomia".
"Para que haja autonomia verdadeira é imprescindível que as regiões autonomistas votem no ''não''", ressaltou Cossío, segundo informou a rádio "Fides".
"Não será este Governo que decidirá se teremos autonomia ou não.
A autonomia foi conquistada por nossos povos de maneira democrática", comentou Cossío em referência ao referendo de 2006, no qual essa opção venceu em Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando.
Ao ato de campanha a favor da rejeição da Carta, em Tarija, também foram os governadores de Santa Cruz, Rubén Costas, de Beni, Ernesto Suárez, e de Chuquisaca, Savina Cuéllar.
Em outros atos eleitorais, os governadores opositores também pediram o voto no "não", por não estarem de acordo com o fato de o projeto constitucional não contemple a religião católica como oficial.
O texto que será submetido a referendo dentro de duas semanas foi elaborado no Congresso entre o partido do presidente Evo Morales e uma parte da oposição, que introduziu mais de 100 modificações ao projeto apresentado inicialmente pela Assembléia Constituinte, de maioria governista.
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