Oposição a Morales pede "não" à Carta para garantir autonomias

12 de janeiro de 2009 • 23h55 • atualizado às 23h55

Os quatro governadores regionais de oposição na Bolívia se reuniram hoje em Tarija, no sul do país, onde pediram o voto a favor do "não" ao projeto de Constituição que passará por referendo no próximo dia 25 de janeiro, para, segundo eles, garantir as autonomias departamentais (estaduais).

O governador de Tarija, Mario Cossío, disse em discurso que, caso se aprove o projeto constitucional, "nunca haverá autonomia".

"Para que haja autonomia verdadeira é imprescindível que as regiões autonomistas votem no ''não''", ressaltou Cossío, segundo informou a rádio "Fides".

"Não será este Governo que decidirá se teremos autonomia ou não.

A autonomia foi conquistada por nossos povos de maneira democrática", comentou Cossío em referência ao referendo de 2006, no qual essa opção venceu em Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando.

Ao ato de campanha a favor da rejeição da Carta, em Tarija, também foram os governadores de Santa Cruz, Rubén Costas, de Beni, Ernesto Suárez, e de Chuquisaca, Savina Cuéllar.

Em outros atos eleitorais, os governadores opositores também pediram o voto no "não", por não estarem de acordo com o fato de o projeto constitucional não contemple a religião católica como oficial.

O texto que será submetido a referendo dentro de duas semanas foi elaborado no Congresso entre o partido do presidente Evo Morales e uma parte da oposição, que introduziu mais de 100 modificações ao projeto apresentado inicialmente pela Assembléia Constituinte, de maioria governista.

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