A República Checa, que ostenta a presidência rotativa da União Européia (UE), considera que a resolução da atual crise do Oriente Médio, com um cessar-fogo, requer a intervenção do Conselho de Segurança da ONU.
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"O próximo passo para resolver isso está no Conselho de Segurança da ONU", disse hoje, em entrevista em Praga, o vice-presidente do governo checo para Assuntos Europeus, Alexander Vondra.
Os tchecos lideraram a missão de paz da "troika" que voltará esta tarde da região, e da qual participou o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, cujo país preside este mês o Conselho de Segurança.
O primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, que ontem manteve uma longa conversa por telefone com o chefe do Governo israelense, Ehud Olmert, considera que o plano da "troika" para conseguir a trégua foi desperdiçado por causa da postura egípcia.
O plano previa respeitar um acordo de 2005, com o qual Israel quis evitar o contrabando de armas e material bélico para a Faixa de Gaza através de túneis no Sinai, "acordo que nunca foi cumprido", disse Topolanek.
O líder tcheco afirmou que "Egito complica", já que o Executivo do presidente Hosni Mubarak "não está disposto a permitir nenhum controle em seu território" dos bens transportados através dos citados túneis.
E "isso complica também a utilização de uma missão para controlar o trânsito desse material bélico na parte de Gaza", segundo o primeiro-ministro tcheco, que considera que "essa possibilidade existe".
Topolanek também qualificou o atual conflito armado como uma "luta cega" no contexto de tensões que "nenhum estadista conseguiu atenuar nestes últimos 60 anos".
Apelou também para a intervenção do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia), presidido atualmente pela Itália, para manter a estabilidade na região.
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