"A violência tem de acabar", disse o presidente francês |
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta segunda-feira em Ramallah, na Cisjordânia, que "a violência tem de acabar" na Faixa de Gaza "o mais rápido possível".
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"Com nossos parceiros europeus, nós condenamos, sem ambigüidades, a ofensiva terrestre israelense lançada no sábado", frisou.
"Direi com toda sinceridade ao presidente Shimon Peres e ao primeiro-ministro Ehud Olmert que a violência tem de acabar" na Faixa de Gaza, declarou Sarkozy, ao lado do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.
Sarkozy disse que o movimento islamita "agiu de forma irresponsável e imperdoável", ao decidir não renovar a trégua e continuar seus disparos de foguetes contra o sul de Israel, e que "o Hamas é fortemente responsável pelo sofrimento dos palestinos de Gaza".
O presidente francês deve se encontrar com Peres e Olmert ainda esta noite, em Jerusalém.
"A urgência, hoje, é acabar com a violência, e a Europa quer um cessar-fogo o mais rápido possível e que cada um compreenda que o tempo trabalha contra a paz", acrescentou Sarkozy.
"O Egito tem um papel importante a desempenhar na resolução desse conflito, e a Europa apóia o Egito. Precisamos de um certo número de regimes moderados que ponha razão em tudo isso", completou.
"É preciso um cessar-fogo que, sozinho, permita a retomada do processo de paz. Nós trabalhamos em uma iniciativa comum com nossos amigos egípcios", defendeu.
"Sabemos perfeitamente que tudo isso é difícil, que a empreitada européia é arriscada mas enfim se, diante de uma situação tão dramática, não tomarmos a iniciativa de vir ajudar a encontrar os caminhos da paz, então, quando vamos nos mexer?", lançou.
"É preciso que as armas se calem, é preciso que tenha uma trégua humanitária provisória, é preciso que todo mundo volte a falar junto, e que cada um compreenda que o que está em jogo aqui não é apenas uma questão entre israelenses e palestinos, é uma questão mundial".
"Nós trabalhamos de mãos dadas para encontrar os votos da paz. A Europa tem uma responsabilidade. A Europa tem um papel, a Europa quer assumi-lo. A Europa quer ajudá-los a fazer a paz", disse ele, chamando Abbas de "homem de paz e de diálogo".
"Justamente porque Israel é uma grande nação, justamente porque Israel é uma democracia, não pode deixar a situação humanitária como está hoje", destacou.
"Quero voltar a dizer aqui, com a mesma franqueza, que o Hamas, ao decidir pôr fim à trégua e retomar os lançamentos de foguetes sobre as populações civis de Israel, agiu de forma irresponsável e imperdoável", criticou Sarkozy.
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