O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse neste domingo que a invasão da Faixa de Gaza era inevitável. Segundo a AP, para o líder, os residentes no sul de Israel não poderiam continuar sendo alvos do Hamas.
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Olmert disse que o governo "fez de tudo" antes de aprovar a operação, e que não teve escolha. Foi o primeiro comentário público do líder israelense desde que a operação por terra foi lançada, no final deste sábado.
No começo deste domingo, tropas e tanques israelenses continuavam avançando sobe Gaza, dividindo o território costeiro ao meio e cercando sua maior cidade enquanto a nova fase da ofensiva contra o Hamas completava 12 horas, informou a AP.
Centenas de soldados distribuídos em três brigadas entraram em Gaza na noite de sábado, dando início à operação depois de uma semana de ataques aéreos. Nuvens de fumaça preta podiam ser vistas na cidade de Gaza após os primeiros tiros de metralhadoras.
Imagens de TV mostraram os soldados israelenses vestindo roupas camufladas e portando óculos de visão noturna. As tropas avançaram sobre campos e jardins acompanhados de cães farejadores, que verificavam se o terreno não estava minado.
BaixasO exército israelense afirma que matou o feriu dezenas de militantes do Hamas, mas as equipes médicas palestinas em Gaza, sem poder se movimentar em função dos confrontos, não pode confirmar possíveis baixas. O Hamas confirmou até agora três mortes.
Além disso, as autoridades palestinas disseram que oito civis foram mortos, incluindo uma menina de 12 anos da cidade de Beit Lahiya, no norte de Gaza. Outros quatro membros de uma mesma família teriam sido mortos vítimas de um ataque áereo no sul do território.
Da parte israelense, o exército informou que 30 soldados foram feridos, e que dois deles estão em estado grave. Ambulâncias das Forças Armadas de Israel foram vistas trazendo feridos ao hospital localizado ao sul da cidade de Beersheba.
Redação Terra