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EUA poderiam adiar eleições em caso de atentado

11 de julho de 2004 20h49 atualizado às 20h49

Jane Harman, importante deputada do Partido Democrata americano, que faz oposição a Bush, mostrou-se cética hoje ao comentar a idéia do governo de adiar a eleição presidencial de novembro no caso de um novo ataque da Al-Qaeda. Autoridades norte-americanas da área de combate ao terrorismo analisam uma proposta de emergência para saber as medidas legais a serem tomadas a fim de adiar a eleição caso aconteça um atentado do tipo, traz a edição da revista Newsweek que será publicada amanhã

"Acho que isso é excessivo, com base no que sabemos", afirmou à rede de TV CNN Jane Harman, principal democrata dentro da Comissão de Inteligência da Câmara dos Deputados.

O secretário de Segurança Interna do país, Tom Ridge, advertiu na semana passada que a rede Al-Qaeda, comandada por Osama bin Laden, deseja realizar um atentado dentro dos EUA a fim de tentar atrapalhar as eleições. Harman disse que o alerta de Ridge servia-se de informações antigas. A Newsweek afirmou que, por solicitação do Departamento de Segurança Interna, o Departamento de Justiça avaliava quais medidas legais eram necessárias para adiar a votação no caso de um ataque realizado um dia antes ou no dia do pleito.

O departamento foi solicitado a analisar uma carta de DeForest Soaries, presidente da Comissão de Assistência para a Eleição. Na carta, Soaries pergunta a Ridge quais poderes o Congresso teria para adiar a eleição no caso de um ataque. Na carta, Soaries escreveu que, embora a comissão eleitoral de Nova York tenha suspendido as eleições primárias de Nova York em 11 de setembro de 2001, não existe um órgão nacional capaz de tomar uma decisão desse tipo.

Reuters
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