Enorme nuvem de fumaça é vista sobre a cidade de Rafah após o ataque aéreo |
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"O número de vítimas chegou 195 mortos e mais de 300 feridos, sendo 120 deles em estado grave", declarou à AFP o médico Mouawiya Hassanein.
O aumento do balanço foi provocado por novos ataques aéreos israelenses e pela retirada dos escombros de mais corpos. O saldo anterior das autoridades palestinas era de 160 mortos.
A televisão local mostrou imagens da destruição de vários edifícios e a revolta da população, além de cenas de cadáveres com o uniforme preto do Hamas em meio aos escombros.
O movimento islâmico já anunciou que resistirá "até a última gota de sangue", segundo o porta-voz Fawzi Barhoum, cuja advertência coincidiu com a primeira informação do exército israelense sobre o ataque.
O Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestina (ANP), na Cisjordânia, lançou uma chamada para que a população doe sangue, que será transferido, junto com remédios e ambulâncias, às áreas atingidas.
Pouco depois do bombardeio, o Egito abriu a passagem fronteiriça de Rafah para permitir a entrada de ajuda humanitária e a evacuação de doentes e feridos, informaram à agência EFE fontes de segurança egípcias.
Fontes do Hamas confirmaram que o bombardeio "em massa", realizado com caças-bombardeiros e helicópteros israelenses, danificou dezenas de edifícios de sua propriedade na cidade, muitos deles situados em áreas residenciais.
Estas fontes disseram que o ataque causou pânico entre a população e que, entre as áreas atingidas, estão o porto da cidade de Gaza e várias sedes das forças de segurança do Hamas.
Segundo testemunhas, pelo menos 30 mísseis foram lançados por caças-bombardeiros e helicópteros durante a operação militar israelense.
O bombardeio ocorre dois dias depois que o Governo israelense adotou a decisão de empreender uma operação militar em grande escala em Gaza, se os grupos armados palestinos continuassem com o lançamento de foguetes contra o território de Israel.
Segundo a imprensa israelense, a execução dessa intervenção militar aconteceria a partir de domingo, para dar tempo às autoridades egípcias de realizar uma última tentativa de mediação entre Israel e Hamas.
A mediação egípcia tinha o objetivo de renovar a trégua que as duas partes assinaram em junho e concluiu no último dia 19.
Com agências internacionais
Redação Terra