Da BBC Brasil
São Paulo
As escolas para meninas foram alvos de ataques diversas vezes. No entanto, essa é a primeira vez que o Talibã proíbe que as estudantes freqüentem as aulas. Um porta-voz do grupo disse que a proibição permanecerá em vigor até que os princípios da sharia - conjunto de leis islâmica - sejam adotados por completo na região.
Educação
Neste ano, mais de 130 escolas públicas foram queimadas apenas no vale do Swat, deixando mais de 70 mil estudantes sem educação. Essas escolas não são instituições religiosas islâmicas e ensinam disciplinas a partir do currículo sugerido pelo governo paquistanês. Por isso, são consideradas pelos insurgentes como símbolos do governo.
No comunicado transmitido no vale do Swat, o Talebã declarou que, além das escolas do Estado, as particulares também serão destruídas se matricularem estudantes meninas.
Moradores da região afirmam que os ataques nos colégios prejudicaram de maneira significativa a educação de jovens de ambos os sexos na região. Aqueles que têm condições financeiras para deixar a localidade, se mudaram para outras regiões, mas a maioria pobre não tem outra opção senão manter suas filhas em casa.
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