Ator de Sopranos é absolvido por morte de policial

23 de dezembro de 2008 • 09h43 • atualizado às 09h43
O ator Lillo Brancato apareceu em seis episódios de  Os Sopranos
O ator Lillo Brancato apareceu em seis episódios de Os Sopranos
18 de novembro de 2008
AP

O ator Lillo Brancato, que se tornou conhecido por atuar na série de TV Os Sopranos, foi absolvido pela morte de um policial, em 2005, informa a CNN nesta terça. Brancato era acusado de participar da invasão de uma casa para roubar medicamentos, em que seu suposto cúmplice, Steven Armento, disparou contra o oficial.

Brancato foi absolvido ainda de duas acusações de roubo. Mas ele ainda pode ser condenado de 3 a 15 anos de prisão por tentativa de furto. O suposto cúmplice do ator, Armento, foi condenado no mês passado à prisão perpétua pelo assassinato do policial Daniel Enchautegui.

Na noite de 10 de dezembro de 2005, Steven Armento e Brancato, que atuou no filme A Bronx Tale e em Os Sopranos, tentaram entrar em um apartamento no bairro do Bronx para roubar medicamentos de uso controlado, após passar a noite bebendo em um clube de strip-tease. No local ocorreu o tiroteio que matou o policial.

"Em seu esforço para obter drogas para satisfazer seus próprios desejos, eles tiraram a vida de um agente da polícia de Nova York", disse a procuradora Theresa Gottlieb. O advogado de defesa admitiu que seu cliente tinha consumido drogas na noite do crime, mas afirmou que o único culpado pela morte do policial é Armento, que já foi condenado à prisão perpétua.

Brancato também admitiu ao juri que estava drogado, mas defendeu-se dizendo que o dono da casa, um veterano da guerra do Vietnã havia autorizado que ele entrasse na casa para pegar medicamentos sempre que precisasse. O ator disse que quebrou a janela da casa do ex-militar para tentar acordá-lo.

Criado por uma família ítalo-americana do distrito de Yonkers, em Nova York, Brancato era fascinado desde muito cedo por filmes sobre a máfia. Desde criança, imitava seu ídodlo, Robert De Niro, e quando tinha apenas 15 anos, foi selecionado para atuar como seu filho em Uma história do Bronx.

Posteriormente, participou de vários filmes, até que em 2000 chegou ao elenco titular de Os Sopranos, onde atuou por seis capítulos, até que seu personagem foi assassinado.

Com presumível dificuldade para lidar com o sucesso, Brancato começou a usar drogas. Primeiro a cocaína, posteriormente Vicodin e, por último, heroína. Seu companheiro era Armento, 48 anos, pai de uma ex-namorada, membro de uma tradicional família de criminosos genoveses deserdado pelo envolvimento com drogas.

Na noite de 10 de dezembro de 2005, Brancato e Armento estiveram bebendo em um clube de strip-tease de Nova York. Por sugestão do ex-sogro, eles teriam ido até o apartamento de um conhecido para pegar alguns comprimidos do antidepressivo Valium. Foi no local que ocorreu o tiroteio que matou o policial.

A defesa do ator alega que ele estava desarmado e que nunca tinha usado armas de fogo. Cristo Tardio, seu colega em Os Sopranos, disse que uma vida já tinha sido arruinada e que o júri tinha o poder de evitar que o mesmo acontecesse com outra.

Com agências internacionais

Redação Terra
 
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