No entanto, o secretário disse que por enquanto o nível de alerta terrorista no país, que está em "amarelo" ou "elevado", não será elevado.
Ridge afirmou em entrevista coletiva em Washington que as autoridades americanas chegaram à conclusão sobre os planos da Al-Qaeda depois dos atentados de 11 de março em Madri, que mataram 192 pessoas e deixaram mais de 1.500 feridas, e uma série de detenções no Reino Unido, na Itália e na Jordânia.
Os ataques de Madri foram perpetrados dias antes das eleições gerias no país, e, de acordo com analistas, ajudaram o socialista José Luis Rodrpiguez Zapatero a vencer o candidato do governo conservador e ser eleito presidente do Executivo nacional.
De acordo com Ridge, não há dúvidas de que a Al-Qaeda tem "a capacidade" de perpetrar um atentado de grande magnitude, mas até o momento os Estados Unidos não têm informações sobre o local, o momento preciso e o método que a rede terrorista pretende utilizar.
"Estamos trabalhando ativamente para obter esses dados", afirmou o secretário de Segurança Interna, acrescentando que os terroristas agem motivados pela "crença errada" de que um atentado "afetará a determinação" do país.
Entre os possíveis alvos apontados para um atentado nos EUA estão as convenções dos partidos Republicano, em setembro em Nova York, e Democrata, no final deste mês em Boston, para designar oficialmente seus candidatos nas eleições presidenciais de 2 de novembro.
Ridge afirmou que até o momento seu departamento não tem informação sobre possíveis atentados contra os dois eventos.
No entanto, o secretário disse que tanto o candidato democrata à presidência, John Kerry, como seu companheiro de chapa, John Edwards, contam com a proteção do Serviço Secreto.
"Estamos revisando constantemente nossas medidas de segurança", afirmou Ridge, garantindo que hoje em dia existem, dentro do mesmo nível de alerta, muitas medidas a mais do que há um ano "e inclusive mais do que há cinco ou seis meses".
O governo dos Estados Unidos aumentou pela última vez para "laranja" ou "alto" o nível de alerta sobre de atentados terroristas no país no dia 21 de dezembro do ano passado, imediatamente antes da temporada de festas de fim de ano, e o reduziu em 9 de janeiro para "amarelo" ou "elevado", onde permaneceu desde então.
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