Fontes do hospital confirmaram à televisão pública ORF que o chefe de Estado morreu às 23h33 horas (18h33 de Brasília), rodeado por seus familiares. Segundo o médico, Reinhard Krepler, médico-chefe do Hospital AKH, Klestil faleceu cercado por sua família.
O presidente austríaco morreu a dois dias de concluir seu segundo mandato presidencial de seis anos. Ele deixaria a presidência do país na quinta-feira para dar lugar ao socialista Heinz Fischer, que venceu a eleição presidencial de abril.
O presidente austríaco, que esteve à frente do país por dois mandatos, depois de ser eleito em 1992 e 1998, teve uma forte pneumonia em 1996, forçando-o a fazer repouso por vários meses. Ele chegou a ser submetido a coma induzido por 48 horas. No mesmo ano, Klestil sofreu uma embolia pulmonar.
O chefe de Estado voltou e ter problemas pulmonares em junho do ano passado, disse à agência de notícias AFP o porta-voz da presidência Hans Magenschaab. Os problemas respiratórios voltaram a se manifestar nos últimos dias. De acordo com a constituição, o chanceler Wolfgang Schuessel assumiu nesta segunda-feira as funções de Klestil.
Klestil, que atuou durante um bom tempo nos Estados Unidos como diplomata antes de se tornar presidente, era pouco conhecido do público austríaco antes de assumir o poder. Filho de um funcionário público do setor de transportes, nasceu em Viena no dia 4 de novembro de 1932 e estudou economia. Em 1957, tornou-se conselheiro econômico do governo.
A carreira política de Klestil começou em 1959, quando ele se tornou membro da delegação austríaca na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Logo depois, tornou-se embaixador em Washington, mas voltou para a Áustria em 1996 para exercer a função de secretário do chanceler Josef Klaus. Em seguida, voltou para os EUA, dessa vez no cargo de cônsul-geral em Los Angeles, em que permaneceu até 1974.
Em 1978, Klestil se tornou embaixador austríaco na ONU, em Nova York, retornando a Washington em 1982.
Redação Terra