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Suíços rejeitam descriminalizar consumo e posse de maconha

30 de novembro de 2008 14h53 atualizado às 16h11

Os suíços rejeitaram neste domingo em uma consulta popular uma iniciativa para descriminalizar o consumo e a posse da maconha, convocada a plebiscito pelos partidos de esquerda.

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A proposta rejeitada propunha descriminalizar o consumo e posse de cannabis e que o Estado mantivesse um controle sobre a venda e produção de artigos derivados.

No entanto, os eleitores deram o "sim" a outra proposta também relacionada com as drogas, para que seja alterada a lei sobre os entorpecentes.

O segundo plebiscito ocorreu por iniciativa dos partidos de direita, que consideram que a atual lei -baseada na prevenção do vício, na repressão do tráfico, nas ajudas aos dependentes e em medidas de reinserção - é branda demais.

Em um dia marcado por referendos, tanto em nível federal quanto cantonal -algo habitual dentro do sistema de democracia direta da Confederação Helvética-, os suíços se pronunciaram também sobre uma polêmica proposta para que os crimes cometidos por pedófilos não prescrevam.

Contra todas as expectativas, a iniciativa recebeu o "sim" da maioria dos cantões.

O grupo que promoveu esta consulta, White March, alega que, freqüentemente, as vítimas destes crimes demoram muitos anos a falar sobre isso, por isso os abusos não deveriam prescrever.

O Governo e a maioria dos partidos eram contra o projeto, pois consideravam suficiente a atual legislação -recentemente modificada- pela qual estes delitos prescrevem em 15 anos após o menor completar 18 anos, e não desde que os fatos ocorreram.

Também foi rejeitada por uma maioria dos cantões suíços outra iniciativa, que propunha que os trabalhadores de baixa renda pudessem se aposentar aos 62 anos sem afetar seus rendimentos.

EFE
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