Senado argentino aprova nacionalização da previdência privada

20 de novembro de 2008 • 23h27 • atualizado em 21 de novembro de 2008 às 04h02

O Senado argentino aprovou, nessa quinta-feira, um projeto governamental para nacionalizar a previdência privada. Há 14 anos, os recursos estão nas mãos das Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Previdência (AFJP) do país.

A iniciativa tinha recebido o sinal verde da Câmara dos Deputados e agora foi aprovada no Senado - de maioria governista - por 46 votos a 18, após 12 h de debate.

A reforma representa uma grande vitória do governo de Cristina Fernández de Kirchner, e põe fim ao sistema de aposentadoria por capitalização criado em 1994.

Além disso, permite a transferência à Administração Nacional da Seguridade Social (Anses) de cerca de 78 bilhões de pesos (US$ 23,35 bilhões) fornecidos por milhões de trabalhadores argentinos estes anos às AFJP.

A reforma foi proposta há exatamente um mês pelo governo, que alegou urgência na mudança do regime por causa da súbita e forte queda de rentabilidade dos fundos das AFJP em função da crise financeira global.

Os fundos de pensões, que contam com 9,5 milhões de filiados, estão nas mãos de bancos e seguradoras de capital argentino, espanhol, holandês e americano.

As AFJP têm 55% de seus investimentos em bônus soberanos e outros 14% em ações de empresas, entre elas 14 que fazem parte do Merval, principal índice da Bolsa de Valores de Buenos Aires.

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