A iniciativa tinha recebido o sinal verde da Câmara dos Deputados e agora foi aprovada no Senado - de maioria governista - por 46 votos a 18, após 12 h de debate.
A reforma representa uma grande vitória do governo de Cristina Fernández de Kirchner, e põe fim ao sistema de aposentadoria por capitalização criado em 1994.
Além disso, permite a transferência à Administração Nacional da Seguridade Social (Anses) de cerca de 78 bilhões de pesos (US$ 23,35 bilhões) fornecidos por milhões de trabalhadores argentinos estes anos às AFJP.
A reforma foi proposta há exatamente um mês pelo governo, que alegou urgência na mudança do regime por causa da súbita e forte queda de rentabilidade dos fundos das AFJP em função da crise financeira global.
Os fundos de pensões, que contam com 9,5 milhões de filiados, estão nas mãos de bancos e seguradoras de capital argentino, espanhol, holandês e americano.
As AFJP têm 55% de seus investimentos em bônus soberanos e outros 14% em ações de empresas, entre elas 14 que fazem parte do Merval, principal índice da Bolsa de Valores de Buenos Aires.
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