Zakzouk atribuiu esta missão aos imames em declarações divulgadas hoje pelo jornal independente Al-Masri Al-Youm por ocasião da publicação de um livro no qual seu ministério critica esta forma de vestimenta.
O livro, intitulado "O niqab é um costume popular e não religioso", tenta desqualificar sua utilização mediante o ponto de vista legal dos grandes ulemás como Mohammed al-Ghazali e o xeque da prestigiosa islâmica Universidade de Al-Azhar, Mohammed Sayed Tantaui.
A publicação começou a ser distribuída em mesquitas e entre ulemás para conscientizar os fiéis que este hábito, cada vez mais visível no Egito, é simplesmente um costume popular.
Zakzouk adverte que o Governo não permitirá "de forma alguma a expansão (do niqab) entre as mulheres no Egito" e lembra que a legislação do país ordena que a mulher cubra todo o corpo, com exceção das mãos e do rosto, mas que nunca cubra o rosto.
Desde a década de 1970, o Egito, assim como a maioria dos países da região, viveu um processo de retorno ao islã que se estendeu a todos os setores da sociedade e que continua em expansão.
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