Em entrevista, antes da viagem que hoje fará a Beirute, Fillon diz que seu "Governo está determinado a manter em 2009 um grande orçamento de cooperação militar".
O primeiro-ministro francês insiste em que o objetivo do plano militar é a aplicação da resolução 1.701, que colocou fim ao conflito de 2006, assim como a estabilidade do sul do Líbano, reduto do grupo xiita libanês Hisbolá e de sua milícia.
"Em 2007 e 2008, (a França) consagrou grandes meios para formar militares libaneses, especialmente no âmbito da limpeza de minas e da manutenção de material (blindados e navios). Ações que foram acompanhadas de envio de material", comenta Fillon.
O primeiro-ministro francês, que viajará acompanhado por vários ministros, deputados e empresários, também insiste em que esta viagem é um "sinal forte de apoio ao Líbano".
"Sou o portador de uma mensagem de amizade e apoio ao Governo e ao povo libanês", ressalta o responsável francês, que anuncia que esta viagem "permitirá a assinatura de vários acordos importantes que ilustram a retomada de nossa cooperação em todos os âmbitos, inclusive além dos aspectos econômicos".
No entanto, durante a entrevista, também adverte ao Líbano da necessidade de que "aproveite as oportunidades oferecidas para ressurgir e estabilizar sua economia de forma duradoura".
O chefe do Governo francês expressa sua esperança de que a abertura de embaixadas entre Beirute e Damasco leve à normalização total das relações entre os dois países vizinhos.
Quanto à situação interna do país, ressalta a necessidade de continuar com o diálogo nacional, realizado pelos principais líderes libaneses, assim como a importância de eleições em uma atmosfera de cordialidade.
Neste sentido, destaca que a existência de "desacordos" não impede que "haja uma sincera vontade de diálogo".
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