ONU é chamada a agir contra pirataria na Somália

18 de novembro de 2008 • 10h34 • atualizado às 13h15

O Centro de Informação de Pirataria pediu nesta terça uma ação firme da ONU para pôr fim aos ataques a navios em águas da Somália, depois do seqüestro no sábado passado do petroleiro saudita Sirius Star.

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Noel Choong, diretor do centro, com sede em Kuala Lumpur e dependente do Escritório Marítimo Internacional (OMI), expressou à agência EFE a grande preocupação gerada por um caso do tipo.

Segundo ele, perseguir as embarcações capturadas corresponde à "coalizão internacional", formada pelos países que têm forças desdobradas no golfo de Aden.

Nesse sentido, Choong não confirmou nem desmentiu que o Sirius Star se encontre frente ao litoral somali, como informaram hoje fontes da Quinta Frota da Armada dos Estados Unidos, com sede no Barein.

O petroleiro saudita é o último dos 83 navios atacados por piratas no chamado Chifre da África desde o início de 2008, dos quais 12 e mais de 200 marinheiros (108 deles filipinos) seguem seqüestrados, segundo a OMI.

Choong frisou que os ataques piratas se tornaram "muito freqüentes" nessa região e assegurou que continuarão enquanto "os lucros superem amplamente os riscos".

O petroleiro Sirius Star é um dos 19 da sociedade saudita Aramco e foi construído na Coréia do Sul. Conta com uma tripulação de 25 pessoas, formada por britânicos, croatas, filipinos, poloneses e sauditas.

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