EUA descartam ação militar para resgatar petroleiro

18 de novembro de 2008 • 09h44 • atualizado às 11h15

Os Estados Unidos descartam realizar uma ação militar para libertar o petroleiro saudita seqüestrado por piratas no Mar Arábico, disse nesta terça à agência EFE a comandante da 5ª Frota da Marinha americana, com sede no Barein, Jane Campbell.

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Campbell disse por telefone que nem as forças navais dos EUA nem as internacionais lançarão uma operação militar, para não colocar em risco a vida dos 25 tripulantes que estão a bordo do navio Sirius Star.

Além disso, a comandante negou que a chefia da 5ª Frota tenha intenção de entrar em negociações com os seqüestradores, e acrescentou que não era possível falar sobre esta questão neste momento.

Fontes do departamento de controle de incidentes da empresa Vela, à qual pertence a embarcação seqüestrada, confirmaram à EFE que a embarcação foi levada pelos seqüestradores à costa da Somália.

As fontes, que não se identificaram, acrescentaram que os piratas que aatacaram a embarcação são de nacionalidade somali, e explicaram que os tripulantes se encontram em bom estado de saúde.

Além disso, relataram que a companhia está fazendo tudo o possível para libertar o navio o mais rápido possível, mas negaram que a Vela, que trabalha para a empresa saudita Aramco, esteja realizando negociações com os seqüestradores ou tenha entrado em contato com eles.

Um grupo de piratas atacou o navio Sirius Star a mais de 834 quilômetros ao sudoeste de Mombaça, no Quênia. O navio levava a bordo 25 pessoas de nacionalidade croata, britânica, filipina, polonesa e saudita.

Em declarações ontem à rede de televisão catariana Al Jazira, o porta-voz da 5ª Frota, Nathan Christiansen, disse que "é um fato perigoso, porque representa uma grande mudança nos ataques dos piratas".

"Antes, só aconteciam perto do litoral, esta é a primeira vez que ocorre tão longe", afirmou.

Segundo o porta-voz, "desde agosto passado, os ataques de piratas somalis no Golfo de Áden (perto do litoral do Iêmen) caíram 20%, por isso é um incidente perigoso que agora operem tão longe".

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