Chile diz que greve de funcionários públicos é injusta

17 de novembro de 2008 • 10h43 • atualizado às 10h57

O governo do Chile afirmou que a greve por tempo indefinido de cerca de 400 mil funcionários públicos - reunidos em 15 sindicatos - iniciada nesta segunda para buscar um aumento salarial de 14,5% é injusta.

"Para o governo esta é uma greve que não é justa, o debate entre os sindicatos e o governo pela greve está sendo pago por milhares de chilenos que não merecem passar isto hoje em dia", declarou o ministro porta-voz de governo, Francisco Vidal.

"A reivindicação justa dos trabalhadores não pode passar pelos direitos dos cidadãos, que por sua vez têm o direito de contarem com todas as empresas públicas", afirmou.

Vidal disse que o governo deseja chegar a um acordo com os trabalhadores e declarou que os ministros a cargo da negociação, da Fazenda, Andrés Velasco e do Trabalho, Osvaldo Andrade, farão uma nova oferta, o que faz com que se espere "que tudo isto seja solucionado no decorrer do dia".

Entretanto, o presidente da Associação Nacional de Funcionários Públicos (Anef), Raúl de la Puente, afirmou que, apesar de a autoridade ter reconhecido no último fim de semana que avaliava aumentar o 6,5% proposto, não receberam nenhuma ligação para que o protesto fosse evitado.

"Nada, nenhum sinal, nenhuma coisa. Anunciou pela imprensa, mas conosco não se reuniu, nem existe hoje em dia nenhuma reunião para a qual ele tenha nos chamado, nós estamos disponíveis para conversar", concluiu La Puente.

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