Da BBC Brasil
São Paulo
Um porta-voz islamita na cidade de Balad, ao sul da capital, Mogadício, disse que o grupo - formado por 25 mulheres e sete homens - ignorou várias advertências de que dançar em conjunto é proibido pelo islamismo.
Os insurgentes lutam contra o débil governo de transição da Somália e seus aliados etíopes e já controlam boa parte das regiões central e sul do país. Na medida em que avançam, estão implementando uma interpretação estrita da lei islâmica - sharia - sobre as populações locais.
No mês passado, os islamitas apedrejaram uma menina de 13 anos até a morte, por suposto adultério, na cidade de Kismayo, no sul do país, quando ela se queixou de que havia sido estuprada. A morte provocou indignação internacional.
Antes de serem expulsos do poder em Mogadício por tropas etíopes em 2006, os islamitas da Somália foram elogiados por trazer um certo grau de ordem e segurança à capital depois de anos de caos e violência.
Mas eles também foram criticados pela imposição de regras baseadas em uma visão fundamentalista do islamismo. Música e filmes foram banidos e execuções públicas eram freqüentes.
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