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Bush, que entregará o controle da Casa Branca ao presidente eleito Barack Obama no dia 20 de janeiro, se referiu especialmente a declarações que formulou a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln pouco após o começo da Guerra do Iraque, em maio de 2003.
A imagem de Bush falando ao país foi transmitida com um cartaz ao fundo que dizia "Missão Cumprida", e essa declaração foi considerada como um anúncio de que as operações de combate dos EUA no Iraque tinham chegado a seu fim.
Mas a missão estava longe de terminar, e o conflito se arrasta até hoje com mais de 4 mil soldados americanos mortos. "Havia um cartaz que dizia 'Missão Cumprida'. Era um cartaz destinado aos marinheiros, mas sugeria algo mais. Alguns pensaram que eu acreditava que a guerra tinha terminado. Eu não pensava isso, mas essa mensagem foi transmitida de maneira errada", disse o governante.
Bush também mostrou arrependimento por ter dito que queria Osama bin Laden - líder da Al-Qaeda considerado o cérebro dos atentados de 11 de Setembro - "vivo ou morto". "Minha mulher (Laura) me lembrou que, como presidente dos Estados Unidos, devia ter cuidado com o que dizia", indicou.
O presidente dos EUA também disse que pretende retornar ao Texas depois de 20 de janeiro, e que "talvez escreva um livro". "Quero que as pessoas saibam a verdade e saibam o que é estar sentado no Salão Oval da Casa Branca", afirmou.
Mas Bush, que deixará o governo com os índices mais baixos de popularidade na história dos EUA, assinalou que há muitas coisas das quais se sente orgulhoso.
"Sinto orgulho de ser o comandante-em-chefe de pessoas tão solidárias e valentes, que se apresentam como voluntárias para servir ao país em tempos de guerra", manifestou. "Sinto orgulho quando vejo as pessoas que alimentam os famintos. Sinto orgulho quando estou na África e vejo os voluntários que ajudam os que estão morrendo por causa da aids", acrescentou.
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