EUA: fuzileiros morrem mais de moto que no Iraque

31 de outubro de 2008 • 15h56 • atualizado às 16h50

A Marinha americana começa a se mobilizar para reduzir o número de acidentes de moto entre seus fuzileiros, que morrem mais nessas circunstâncias que por fogo inimigo no Iraque, informaram, nesta sexta-feira, fontes oficiais.

Segundo dados oficiais, desde novembro do ano passado 25 marines morreram em acidentes de motocicleta, enquanto nesse próprio período 20 foram vítimas no conflito no Iraque, um número tão alto que levou as autoridades a convocar uma reunião para discutir a questão.

Todos os mortos pilotavam motos esportivas que alcançam velocidades superiores a 160 km/h.

O general James Amos, comandante assistente de Infantaria da Marinha, disse ao canal CNN que estão buscando estudar os detalhes sobre o que "tem que ser feito para ajudar os marines a sobreviver nestas motos esportivas".

Segundo Amos, 18 mil dos cerca de 200 mil homens da marinha têm uma dessas motocicletas.

Mas o aumento das vítimas em acidentes de moto não se limita aos Marines, a Marinha também informou que nos últimos doze meses foram registradas 33 mortes entre todos os seus homens por causa das motos, número 65% maior que no mesmo período do ano anterior.

Entre as medidas tomadas pelo Corpo de Infantaria da Marinha está um curso obrigatório de capacitação para os que possuam motos esportivas, nas quais são aulas de direção segura.

O general Amos disse à CNN estar convencido de que os cursos terão um papel fundamental na redução de acidentes.

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