Thanom Kittikachorn, um dos ditadores que marcaram a história moderna sangrenta da Tailândia, morreu em Bangcoc aos 92 anos de idade. Thanom morreu ontem em razão de complicações surgidas depois de uma cirurgia no cérebro.
O ex-ditador, que nasceu em 1911, fez carreira no exército antes de ser nomeado primeiro-ministro durante um breve período em 1958, quando os militares administravam o reino. Ele recuperou esse cargo em 1963, até 1973, quando foi obrigado a renunciar e exilar-se nos Estados Unidos pelo rei Bhumibol Adulgadej depois da sangrenta repressão de um levante estudantil.
No dia 13 de outubro de 1973, cerca de 250 mil pessoas, em sua maioria jovens, se manifestaram exigindo uma nova Constituição junto ao Monumento à Democracia. A intervenção da polícia e do exército deixou mais de 75 mortos. Quando voltou do exílio, em 1976, tornou-se monge budista. Sua volta provocou manifestações constantes.
Anticomunista ferrenho, manteve boas relações com os Estados Unidos, permitindo a suas tropas manter uma base de retaguarda no país durante a guerra do Vietnã. Durante sua administração, a Tailândia foi um dos membros fundadores da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), criada em 1967 para deter o desenvolvimento do comunismo.