Menem será processado junto a outros 17 ex-funcionários e militares aposentados, envolvidos no contrabando de fuzis, canhões e munição durante seu governo (1989-1999).
No julgamento, que deve durar sete meses, espera-se que desfilem 424 testemunhas, entre eles os ex-governantes Alfonsín (1983-1989) e De la Rúa (1999-2001), cujos depoimentos podem fornecer elementos úteis na avaliação dos decretos assinados por Menem para habilitar o desvio de armas, explicaram fontes judiciais.
Croácia e Equador receberam, entre 1991 e 1995, munição, canhões e fuzis fabricados por uma estadual argentina, em um momento em que estava em vigor uma proibição internacional de fornecer armamento a esses países.
As armas recebidas pelas duas nações estavam oficialmente destinadas ao Panamá e à Venezuela, segundo consta dos decretos correspondentes.
Menem foi detido em 2001 e processado sob a acusação de liderar uma "formação de quadrilha" para o contrabando de armas, mas recuperou a liberdade seis meses depois, depois que a Corte Suprema de Justiça anulou as acusações em uma decisão que foi questionada.
Entre os acusados também estão Emir Yoma, o ex-assessor presidencial e ex-cunhado de Menem; Óscar Camilión, ex-ministro da Defesa; Juan Paulik, ex-chefe da Força Aérea; e Luis Sarlenga, ex-interventor de Fabricações Militares.
Outro dos acusados deste caso é o traficante de armas argentino Diego Palleros, considerado uma peça-chave para esclarecer o caso.
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