O porta-voz de Haider, Stefan Petzner (dir.), concede entrevista após o acidente |
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Em uma primeira reação, tanto seus correligionários como seus muitos adversários políticos expressaram seus pêsames a sua esposa e filhos e elogiaram Haider por seu grande talento político.
O chanceler federal austríaco interino e ex-chefe do Partido Social-Democrata Austríaco (SPÖ), Alfred Gusenbauer, manifestou "seu profundo pesar" pela morte de seu rival.
Gusenbauer afirmou que sua influência transcendeu a Caríntia, estado federado onde era governador, para ocupar todo o âmbito da política interna.
"Neste momento, quero expressar minhas condolências a sua família, mas à margem do aspecto familiar, sua morte marca um antes e depois na vida política do país", disse o chefe do Governo.
O presidente austríaco, Heinz Fischer, qualificou Haider como "um político de grande talento", que gerou entusiasmo mas também críticas e fortes debates.
Para Werner Faymann, possível sucessor de Gusenbauer, que tinha se negado a negociar um Governo de coalizão com Haider após as eleições parlamentares de 28 de setembro, o líder ultradireitista foi excepcional por ter conseguido imprimir seu selo político além da Caríntia.
Dentro da Aliança pelo Futuro da Áustria (BZÖ), que Haider fundou em 2005, as reações foram de profunda comoção.
Peter Westenthaler, destacado membro do BZÖ e seu companheiro político durante 20 anos, disse que Haider foi um dos políticos mais qualificados do pós-guerra na Áustria e um homem de grande qualidade humana.
Em Caríntia, "o sol caiu do céu e os relógios pararam na madrugada de hoje", disse o vice-governador do estado, Gerhard Dörfler, que assumiu provisoriamente o cargo que Haider deixou vago com sua morte.
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