A posição de Brown sobre a detenção não mudou, apesar de a controvertida legislação - já aprovada na Câmara dos Comuns - poder ser rejeitada pelos lordes.
Em junho, o projeto de lei para ampliar a detenção sem acusações recebeu o sinal verde dos deputados, mas com muitas dificuldades por causa da oposição de inúmeros parlamentares que consideravam que a legislação ameaçava as liberdades civis.
"Está claro para o primeiro-ministro que apoiar a legislação sobre os 42 dias é o que é necessário fazer, considerando que a Câmara dos Comuns expressou sua vontade", declarou o porta-voz oficial.
A fonte não quis dizer se Brown recorrerá à chamada Ata Parlamentar (autoridade que tem o primeiro-ministro para fazer valer um projeto de lei aprovado pelos Comuns, mas rejeitado pelos lordes) para conseguir a aprovação do projeto legislativo.
O deputado trabalhista David Winnick, opositor ao projeto, pediu ao primeiro-ministro que abandone os 42 dias pelo bem do país e da formação política que está no poder.
"A última coisa que necessitamos neste momento é que o Partido Trabalhista esteja dividido quando não houver necessidade", declarou Winnick.
O Governo defende a necessidade de ampliar o período ante a ameaça terrorista que enfrenta o Reino Unido, mas é duramente criticado por muitos políticos e pelas organizações que defendem os direitos civis.
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