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 Há rebelião contra capitalismo, diz Morales na ONU
23 de setembro de 2008 21h04 atualizado às 21h20

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta terça-feira, na tribuna da ONU, que está ocorrendo "uma rebelião de povos contra um modelo econômico, o capitalismo".

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O presidente boliviano aproveitou seu discurso na Assembléia Geral da ONU para criticar a política dos Estados Unidos em direção a seu país.

Ele destacou que seu Governo decidiu expulsar o embaixador dos Estados Unidos na Bolívia por não condenar os "atos de terrorismo" que estavam ocorrendo no país, em alusão aos recentes confrontos violentos entre grupos autonomistas e seguidores de Evo Morales.

"Há algumas listas negras para castigar Governos e se desautoriza o Governo nacional sob pretexto de luta contra o narcotráfico", disse.

Morales denunciou que em seu país havia uma "conspiração permanente" de pequenos grupos contra o processo de mudança implementado por seu Governo e que alguns setores conservadores "tentaram nos desgastar desde o primeiro dia de Governo".

"Quando chegamos ao Governo nacional, encontramos com um escritório da CIA (agência de inteligência americana) no palácio", afirmou.

O presidente boliviano disse que, graças ao apoio das nações da União de Nações Sul-americanas (Unasul), foi derrotada a tentativa de golpe de estado civil em seu país.

Ele destacou ainda que seu governo começou a desenvolver um catálogos de "dez mandamentos para salvar o planeta".

Citou entre eles, acabar com o capitalismo, denunciar as guerras, defender um mundo sem imperialismo nem colonialismo, viver em harmonia com a natureza, buscar serviços básicos como um direito humano e priorizar o consumo de produtos locais.

EFE
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