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Horas antes, Nancy Reagan, mulher do ex-presidente desde 1952, disse à rede de rádio CBS: "Isto é o final, o momento final se aproxima". O mesmo teria declarado, em Paris, onde se encontra, o atual presidente George W. Bush, de acordo com uma fonte oficial americana.
Reagan dedicou boa parte de seus mandatos a vencer a fase final da "Guerra Fria" contra a União Soviética. Ele foi uma das figuras mais carismáticas dos Estados Unidos nas últimas décadas.
Em 1994, apenas cinco anos após deixar a Casa Branca, Reagan anunciou ao país, em uma emotiva carta, que sofria do mal de Alzheimer, e que começava "o caminho que me levará ao ocaso da minha vida". A partir de então, levou uma vida cada vez mais reservada, até desaparecer por completo da cena pública.
Em 2001, o ex-presidente fraturou o quadril por causa de uma queda, e teve de ser submetido a uma cirurgia. Um ano depois,Nancy disse em uma entrevista à televisão que o ex-presidente já não a reconhecia.
Em maio deste ano, Nancy fez um emocionado pedido ao governo americano. Pediu que incentivassem as pesquisas com células-tronco no tratamento da doença do marido, entre outras doenças, também graves e ainda sem cura.
"A longa viagem de Ronnie o levou finalmente a um lugar onde não posso alcançá-lo", resumiu Nancy Reagan. Com base em justificativas éticas e morais, o governo de George W. Bush restringiu a pesquisa com células-tronco aos recursos de fundos públicos.
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