De acordo com a agência Ansa, ao ser questionada sobre se havia sido especificamente ameaçada de morte pelas Farc, Betancourt foi evasiva, mas deu a entender que isso pode ter ocorrido. "Têm ocorrido coisas específicas e isso lamentavelmente é algo complicado", afirmou.
"Tenho problemas de segurança que preciso resolver com muita inteligência", prosseguiu. "É preciso ser muito prudente para não permitir que se possa fazer algo contra alguém ou contra as pessoas que estão com este alguém".
A franco-colombiana, que era candidata à presidência do país quando foi seqüestrada, em 23 de fevereiro de 2002, recordou que as Farc consideram a ela e aos demais reféns libertados na operação de 2 de julho deste ano como fugitivos, o que segundo ela os transforma em "objetivos de guerra".
Para a ex-parlamentar, a única alternativa uqe qual as Farc podem recorrer para tentar um acordo de paz é iniciar um diálogo com o presidente Álvaro Uribe e entregar os seqüestrados que ainda estão em seu poder. "(Essas pessoas) são um peso morto para este grupo (a guerrilha), e um motivo de reprovação internacional, pelo qual eles não ganham nada em troca", opinou.
Ao falar sobre o que espera de seu próprio futuro, Betancourt descartou por ora voltar à vida política. Ela reconheceu, porém, a importância de uma eventual indicação para dirigir a Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco), ainda que, para ela, este seja um processo "muito longo".
Redação Terra