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 Por acordo, Morales admite rever Constituição
13 de setembro de 2008 17h34 atualizado às 19h49

O presidente da Bolívia, Evo Morales, se mostrou neste sábado disposto a rever a proposta autônoma da nova Constituição para conseguir um acordo com seus opositores regionais pela "unidade do país", após ter obtido a autorização de suas bases para isso.

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Em um encontro com a imprensa internacional em La Paz, Morales explicou que o chamado Pacto de Unidade, integrado por organizações sociais e indígenas que o apóiam, concorda "se for pela unidade do país" em revisar a Carta Magna, pendente de ratificação, para torná-la compatível com as reivindicações autônomas.

O presidente insistiu em que o diálogo com os opositores "está sempre aberto", e elogiou a reunião que representantes do governo mantiveram com o governador regional de Tarija, o opositor Mario Cossío, para tentar abrir um processo de negociação.

Morales afirmou que, nesta reunião, realizada entre sexta-feira à noite e a madrugada de hoje, ocorreram avanços, e confirmou que no domingo haverá um novo encontro, do qual ele participará.

O governo boliviano e Cossío, que representa os outros quatro governadores regionais que se opõem a Morales, iniciaram um processo de diálogo onde coincidem na necessidade de trazer paz à Bolívia, convulsionada por uma onda de violentos protestos que já deixaram 16 mortos no departamento de Pando (norte).

A origem dos protestos realizados pelos opositores das regiões de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija é a devolução de uma receita petrolífera cortada pelo governo em janeiro.

Mas, além disso, estes dirigentes regionais promoveram de forma unilateral um processo autônomo o qual o governo não reconhece e rejeitam frontalmente a nova Constituição, com a qual Morales quer voltar a fundar a Bolívia.

Para ser definitivamente aprovada, a nova Carta Magna precisa de duas consultas populares: uma sobre o texto em conjunto e outra para estabelecer que superfície máxima um latifúndio improdutivo deve ter (cinco mil ou dez mil hectares) para que o governo possa expropiá-lo.

EFE
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