Governo da Bolívia declara estado de sítio em Pando

12 de setembro de 2008 • 20h33 • atualizado às 21h24

O governo da Bolívia declarou nesta sexta-feira o estado de sítio no Departamento de Pando, no norte do país, perante a "violência" na região e "um crescente número de vítimas".

» Fotos: Bolívia tem 5º dia de protestos
» Novos protestos atingem gasoduto
» Bolívia quer dialogar com oposição
» EUA expulsam embaixador venezuelano
» Entenda os protestos . Opine

O ministro da Defesa, Wálker San Miguel, leu perante os jornalistas no palácio do governo de La Paz um decreto supremo aprovado hoje à tarde que estabelece uma situação excepcional de "extrema gravidade" para "garantir a vida" e "os interesses da coletividade" no departamento de Pando.

O estado de sítio inclui, entre outras restrições, a proibição de levar armas de fogo, armas brancas, materiais explosivos e a circulação de mais de três pessoas juntas e de veículos entre a meia-noite e as seis da manhã (local).

Esta medida também representa a proibição de organizar comícios, reuniões políticas e manifestações e a necessidade de pedir um salvo-conduto à polícia departamental de Pando para poder viajar para fora da região.

"Pando vive momentos de terror e de violência transbordada", disse o ministro de governo (Interior), Alfredo Rada, que assegurou que ocorreu um "massacre" na zona em um confronto armado entre civis ocorrido na quinta-feira na localidade de Porvenir.

O ministro falou de um "número crescente" de vítimas mortais - que não especificou -, já que aos nove corpos reportados oficialmente no necrotério de Cobija, a capital de Pando, "vão se somando mais corpos sem vida encontrados no monte e no rio" próximos à zona.

Segundo versões extra-oficiais que circularam nas últimas horas, 15 pessoas teriam morrido em decorrência dos atos violentos em Pando.

Depois deste choque, a cidade viveu saques e atos de vandalismo, acrescentou Rada, que afirmou que a violência neste departamento causou "crimes de lesa-humanidade" e "uma grande comoção interna" nesta região.

O comparecimento dos ministros, que estiveram acompanhados do Alto Comando militar, aconteceu minutos depois que o presidente Evo Morales recebeu o governador regional de Tarija, Mario Cossío, que foi a La Paz representando seus colegas autonomistas para tentar abrir um processo de diálogo.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »