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"Em resposta à ação injustificável do Governo boliviano" de pedir na quinta-feira ao embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg, que deixasse o país, "tomamos a decisão de declarar persona non grata o embaixador boliviano Gustavo Guzmán", disse à agência EFE uma porta-voz do Departamento de Estado.
O embaixador boliviano foi informado hoje pessoalmente no Departamento de Estado da decisão do Governo americano, disse a fonte.
A expulsão de Guzmán ocorre em resposta à decisão do presidente boliviano, Evo Morales, de declarar na quinta-feira persona non grata o embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg, a quem acusa de incitar os protestos violentos contra seu governo em várias regiões do país controladas por opositores.
A decisão do governo dos EUA aconteceu após garantir esta manhã que está revendo "todos os aspectos" de suas relações com a Bolívia por causa das acusações contra o embaixador americano em La Paz e a consecutiva expulsão do mesmo.
O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, qualificou hoje a expulsão de Goldberg como "um grave erro que prejudicou seriamente a relação bilateral".
Além disso, rejeitou as acusações da Bolívia de que Goldberg tenha incitado os ataques da oposição, e disse que "não têm fundamento".
Por outro lado, o governo da Bolívia afirmou hoje que não quer romper relações com os EUA, após confirmar que oficializou o pedido para que Goldberg deixe o país.
O chanceler boliviano, David Choquehuanca, disse que já entregou formalmente uma nota diplomática à Embaixada dos EUA em La Paz e outra ao Departamento de Estado em Washington com a declaração de persona non grata a Goldberg, acusado de conspirar contra Morales.
"Não estamos rompendo relações. Na nota que enviamos, manifestamos a decisão e o propósito do Governo boliviano de continuar mantendo as relações bilaterais e de cooperação com os Estados Unidos", disse Choquehuanca, em entrevista coletiva.
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