"O embaixador do Estados Unidos conspira contra a democracia e ainda busca a divisão da Bolívia", disse Morales em um ato no Palácio do Governo, no qual condenou duramente a onda de violência, que incluiu ataques a gasodutos, promovida pela oposição em várias regiões.
"Peço ao nosso chanceler da República que envie hoje ao embaixador uma nota para que se faça conhecer a decisão do governo nacional, de seu presidente, para que retorne urgentemente ao seu país; não queremos um separatista que conspire contra a unidade, que atente contra a democracia", acrescentou Morales.
Segundo o presidente, Golberg, entre 1994 e 1996, trabalhou como "chefe de escritórios do Departamento de Estado para a Bósnia durante a guerra separatista dos Bálcãs" e entre 2004 e 2006 foi chefe de missão em Pristina, Kosovo, e "ali consolidou a separação ou independência dessa região, deixando milhares de mortos".
"Esta decisão que tomamos é uma homenagem à luta histórica de nossos povos há 500 anos, 200 anos, como também há 20 anos. É uma luta permanente contra um modelo econômico imposto de cima e para fora", destacou Morales.
O governante anunciou que chegou "a hora de defender a democracia" e convocou as organizações sociais a se mobilizar com esse propósito frente aos setores sociais opositores que estão pressionando o Executivo.
A oposição pôs em xeque o governo Morales em várias regiões, com uma onda de violentos protestos em Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, departamentos aliados em sua reivindicação de autonomia.
Morales acusou várias vezes Goldberg de ser o principal promotor dos protestos contra si, mas, em julho, o secretário de Estado adjunto para a América Latina dos EUA, Thomas Shannon, negou essas denúncias e ratificou a confiança no embaixador.
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