Eleições terminam em Angola com falhas de organização

06 de setembro de 2008 • 15h26 • atualizado às 19h25
Eleições terminaram apesar de falhas na organização; oposição pede anulação
Eleições terminaram apesar de falhas na organização; oposição pede anulação
05 de setembro de 2008
AFP

As primeiras eleições legislativas realizadas em Angola em 16 anos terminaram. Em Luanda, 320 colégios eleitorais tiveram que reabrir para os eleitores que não conseguiram votar devido à desorganização do pleito.

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Os centros de votação reabriram às 7h (3h de Brasília) e estava previsto que funcionariam, assim como sexta-feira, até as 19h. A Agência Efe pôde constatar, no entanto, que por volta das 17h a maioria já tinha encerrado suas operaçõe. Ssegundo responsáveis, os eleitores já tinham votado.

Luanda e a província de mesmo nome acolhem mais de 20% dos 8,3 milhões de angolanos registrados no censo eleitoral para este pleito. A votação foi retomada depois que vários partidos da oposição denunciaram a desorganização de sexta-feira na capital.

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Caetano de Sousa, anunciou na sexta-feira que as eleições continuariam em Luanda e admitiu que houve "falhas e transtornos" na organização do pleito e que a maioria dos colégios eleitorais do país se atrasaram mais de uma hora e meia para começar a funcionar.

Segundo a chefe da missão de observação eleitoral da União Européia e vice-presidente do Parlamento Europeu, a italiana Luiza Morgantini, houve "confusão" em áreas da capital e a situação em um centro de votação onde ela esteve não estava organizado.

Os opositores União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), Partido de Renovação Social (PRS), Partido Democrático para o Progresso e Aliança Nacional Angolana (PDP/ANA) e Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) solicitaram na sexta-feira a anulação da votação em Luanda.

As legendas de oposição exigiram um novo pleito dentro de oito dias.

Um total de 2.254 centros de votação deviam ter sido abertos na sexta-feira em Luanda, mas só 1.934 funcionaram, embora também com problemas, como erros nas listas de eleitores e a falta de cédulas, urnas e outros materiais necessários para realizar as eleições.

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