Eleições terminaram apesar de falhas na organização; oposição pede anulação |
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Os centros de votação reabriram às 7h (3h de Brasília) e estava previsto que funcionariam, assim como sexta-feira, até as 19h. A Agência Efe pôde constatar, no entanto, que por volta das 17h a maioria já tinha encerrado suas operaçõe. Ssegundo responsáveis, os eleitores já tinham votado.
Luanda e a província de mesmo nome acolhem mais de 20% dos 8,3 milhões de angolanos registrados no censo eleitoral para este pleito. A votação foi retomada depois que vários partidos da oposição denunciaram a desorganização de sexta-feira na capital.
O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Caetano de Sousa, anunciou na sexta-feira que as eleições continuariam em Luanda e admitiu que houve "falhas e transtornos" na organização do pleito e que a maioria dos colégios eleitorais do país se atrasaram mais de uma hora e meia para começar a funcionar.
Segundo a chefe da missão de observação eleitoral da União Européia e vice-presidente do Parlamento Europeu, a italiana Luiza Morgantini, houve "confusão" em áreas da capital e a situação em um centro de votação onde ela esteve não estava organizado.
Os opositores União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), Partido de Renovação Social (PRS), Partido Democrático para o Progresso e Aliança Nacional Angolana (PDP/ANA) e Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) solicitaram na sexta-feira a anulação da votação em Luanda.
As legendas de oposição exigiram um novo pleito dentro de oito dias.
Um total de 2.254 centros de votação deviam ter sido abertos na sexta-feira em Luanda, mas só 1.934 funcionaram, embora também com problemas, como erros nas listas de eleitores e a falta de cédulas, urnas e outros materiais necessários para realizar as eleições.
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