Angola tem dificuldade para abrir colégios eleitorais

05 de setembro de 2008 • 06h50 • atualizado às 08h33
O líder do Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA) e presidente do país, José Eduardo dos Santos, vota em Luanda
O líder do Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA) e presidente do país, José Eduardo dos Santos, vota em Luanda
05 de setembro de 2008
EFE

Os colégios eleitorais de Angola começaram a abrir suas portas às 7h local (3h de Brasília) desta sexta-feira com muitas dificuldades pela falta de materiais na maioria deles, no segundo pleito legislativo do país desde sua independência de Portugal, em 1975.

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Em Luanda, segundo a imprensa local, praticamente nenhum colégio eleitoral abriu antes das 8h30 local (4h30 de Brasília), e apenas em Cabinda, uma zona onde existe um movimento separatista armado, os centros começaram a receber os votos na hora prevista.

O próprio presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, que pretendia ser um dos primeiros a votar, às 7h local (3h de Brasília), teve e esperar até as 8h40 (4h40 de Brasília) para depositar seu voto.

Apesar do atraso, o presidente angolano afirmou que "o mais importante é que o país seja o vencedor, com a consolidação da democracia".

"Iniciamos um novo ciclo, uma nova forma de fazer política", disse José Eduardo dos Santos, que assegurou que o pleito acontece em um ambiente de "tolerância e fraternidade, apesar de alguns incidentes".

Alguns dos observadores do pleito destacaram a desorganização no início da jornada e a ausência de materiais em muitas das 14 mil mesas que abririam no país.

Os 8,3 milhões de angolanos convocados hoje às urnas devem escolher uma Assembléia Nacional de 220 deputados.

A votação está prevista para terminar às 19h local (15h de Brasília).

Segundo a Comissão Eleitoral, os primeiros dados sobre os resultados das eleições não serão divulgados antes do sábado ou domingo.

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