Cheney fez estas declarações em uma entrevista conjunta com o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, após uma reunião de quase uma hora e meia.
O vice-presidente americano expressou todo o respaldo de Washington ao Governo democraticamente eleito da Geórgia e afirmou que a conduta da Rússia "questiona a confiança em Moscou como parceiro internacional, e não só no Cáucaso".
"Os americanos conhecem muito bem as dificuldades da Geórgia e estamos com o povo georgiano. Vamos continuar com nosso apoio", disse.
Cheney lembrou que o presidente dos Estados Unidos, George W.
Bush, anunciou ontem que seu país destinará US$ 1 bilhão às necessidades humanitárias da Geórgia e para impulsionar sua recuperação econômica.
"Chegou o momento de ajudar a Geórgia", disse o vice-presidente dos Estados Unidos, após destacar que militares georgianos apoiaram as Forças Armadas americanas no Iraque.
Além disso, reiterou o respaldo da Casa Branca aos planos da Geórgia de fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"Não estamos sozinhos. Sentimos o grande respaldo dos Estados Unidos, Japão, China, e da União Européia", disse Saakashvili, que também falou em inglês.
O chefe de Estado georgiano denunciou que a Abkházia e a Ossétia do Sul, territórios que a Geórgia declarou ocupados pela Rússia, foram palco de uma "limpeza étnica, cuja legalização não se pode permitir".
Além disso, pediu que a comunidade internacional rejeite as independências declaradas pelas duas regiões, reconhecidas só pela Rússia e pelo presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.
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