O informe cita estimativas dos serviços secretos segundo as quais a rede Al-Qaeda "está (atualmente) presente em mais de 60 países e possui pelo menos 20.000 pessoas dispostas a participar da 'jihad', a guerra santa islâmica, treinadas desde 1996 em campos no Afeganistão.
De acordo com o relatório, a guerra dirigida pelos americanos no Iraque foi o tema dominante em 2003, fortaleceu a determinação da rede terrorista, enfraqueceu a coalizão antiterrorista e produziu uma divisão entre Europa e Estados Unidos.
"Em 2003 e até 2004, a intervenção no Iraque dirigida pelos Estados Unidos dominou todo o âmbito dos temas internacionais (...) diluindo (as energias e os recursos) da coalizão antiterrorista", explica o documento.
O IISS assinala que a guerra, iniciada em março de 2003 sem a autorização das Nações Unidas, "separou politicamente os Estados Unidos das principais potências européias continentais, deixando a Grã-Bretanha numa posição incômoda, no meio".
O conflito no Iraque e suas repercussões "também suscitaram sérias perguntas sobre as guerras preventivas como meio de luta contra a proliferação" de armas de destruição em massa (ADM), assinala o relatório.
"Em seu conjunto, parecem ter aumentado os riscos terroristas contra os ocidentais e seus bens nos países árabes após o começo da guerra no Iraque", insiste o IISS, que tem sua sede em Londres.
A rede terrorista Al-Qaeda de Osama bin Laden "procura, entre outras coisas, purificar o mundo árabe e muçulmano da influência americana", acrescenta.
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