"Ele foi embora da Tailândia para Hong Kong esta tarde", disse à AFP o coronel Voravat Amornvivat, porta-voz dos serviços tailandeses de imigração.
Glitter chegou a Bangcoc terça-feira à noite após ser deportado do Vietnã, onde passou três anos na prisão por abusos sexuais de menores.
O ex-cantor, de 64 anos, tinha uma reserva em um avião com destino a Londres, mas se negou a embarcar, explicou Amornvivat.
As autoridades tailandesas negaram-se a recebê-lo no país devido à sua condenação e, num primeiro momento, declararam a intenção de deportá-lo à força para a capital britânica.
Mas como Glitter se negou a embarcar no avião, os responsáveis tailandeses deram permissão para que fosse enviado a Kong Kong, acrescentou o porta-voz.
Glitter - ou Paul Francis Gadd, seu verdadeiro nome - passou dois anos e nove meses em uma prisão do Vietnã após ter sido condenado por atos obscenos com duas meninas na cidade turísticas de Vung Tau (sul do Vietnã), em 2005. O ex-roqueiro sempre se declarou inocente nesse caso.
Glitter, ou Francis Gadd, foi preso no Vietnã em 2005 por abusar sexualmente de duas meninas vietnamitas, de 11 e 12 anos, em um complexo hoteleiro da cidade de Vung Tau (sul).
O ex-astro do rock foi condenado em março de 2006 a três anos de prisão. Posteriormente, foi beneficiado por uma redução de pena de três meses.
Em entrevistas recentes a jornais vietnamitas, Glitter manifestou seu desejo de viajar à Cingapura ou a Hong Kong para retomar sua carreira musical.
Fontes do ministério britânico do Interior informaram que se Glitter voltar à Grã-Bretanha, será inscrito na lista de criminosos sexuais, sendo obrigado a comunicar sempre seu endereço.
Glitter, que cumpriu pena na Grã-Bretanha por manter material pedófilo em seu computador, foi preso no Aeroporto Internacional da Cidade de Ho Chi Minh em novembro de 2005, quando tentava viajar para a Tailândia.
O ex-astro do rock, também condenado a pagar 2 mil dólares às famílias das vítimas, não foi acusado de estupro das meninas, o que no Vietnã é punido com a pena de morte.
Glitter, que alegou ser inocente durante todo o processo, denunciou uma conspiração de alguns jornais de seu país e se defendeu dizendo que ensinava inglês às meninas, que dormiram com ele porque tinham medo de fantasmas.
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