Madri: acidente com avião mata pelo menos 153

20 de agosto de 2008 • 10h26 • atualizado em 21 de agosto de 2008 às 07h11
Pedaço do avião envolvido no acidente em Madri é erguido por guindaste
Pedaço do avião envolvido no acidente em Madri é erguido por guindaste
20 de agosto de 2008
EFE

Um avião da companhia Spanair sofreu um acidente nesta quarta-feira enquanto decolava do Aeroporto de Barajas, na capital espanhola. Cento e cinqüenta e três pessoas morreram e outras 19 ficaram feridas, segundo informações da ministra do Desenvolvimento, Magdalena Álvarez, citada pela agência AFP. Os primeiros números de vítimas divulgados foram sete, depois 20 e 45 pessoas. Entre os passageiros podem estar 20 crianças e dois bebês, de acordo com marcações divulgadas inicialmente pela Spanair em 22 nomes listados em seu site.

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Imagens da rede americana CNN mostraram uma coluna de fumaça no final da pista 6 do aeroporto, onde 11 caminhões de bombeiros trabalharam para conter as chamas. Segundo a Spanair, 172 pessoas estavam a bordo: 162 passageiros e dez tripulantes. Inicialmente, a companhia divulgou que 175 pessoas viajavam na aeronave, de acordo com o El País.

Entre os passageiros do vôo, havia provavelmente 20 crianças e dois bebês. A Spanair chegou a divulgar uma lista em que 20 nomes tinham a marca CHD e dois, INF, que designam, na nomenclatura do transporte aéreo, criança e bebê, respectivamente. Minutos depois, as marcas foram retiradas da lista.

Vinte e oito pessoas foram resgatadas com vida, mas somente 20 chegaram a dar entrada em hospitais espanhóis e uma delas morreu logo depois, segundo informou o conselheiro da Presidência, Justiça e Interior de Madrid, Francisco Granados, ao El País.

Segundo a CNN, o acidente pode ter sido causado depois que um dos motores do lado esquerdo da aeronave pegou fogo. As chamas foram controladas por volta das 17h (horário local). O avião era um MD-82 com capacidade para 170 passageiros e tinha Las Palmas de Gran Canaria como destino. O acidente aconteceu por volta das 14h45 (9h45 de Brasília).

A ministra Magdalena Álvarez disse ao jornal La Vanguardia, que uma comissão formada por sete pessoas independentes está coletando todo o tipo de provas sobre o acidente para investigar o que aconteceu. A Spanair divulgou um número de telefone para atendimento a parentes de vítimas: +34 800 400 200.

De acordo com o El País, o Aeroporto de Barajas foi reaberto por volta das 17h (horário local). A rede CNN informou atrasos registrados nos painéis do saguão do terminal espanhol. Segundo a agência EFE, o prefeito de Madri, Alberto Ruiz-Gallardón, foi ao aeroporto para ver pessoalmente os detalhes do ocorrido.

A Prefeitura de Madri colocou à disposição dos responsáveis de segurança de Barajas os recursos do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil necessários e que, de fato, estão atuando no acidente. Os feridos estão sendo levados a hospitais próximos. Até o momento, não há informações de brasileiros entre os ocupantes do vôo.

No aeroporto de Gran Canaria, foi iniciada uma estrutura para atender os parentes das vítimas do acidente. Muitas delas começaram a chegar às instalações aeroportuárias quando souberam do acidente, e foi preparada uma sala na qual são atendidos por psicólogos e pessoal do aeroporto, segundo informações da agência EFE.

Piloto e co-piloto
Segundo informou o Sindicato Espanhol dos Pilotos de Linhas Aéreas (Sepla) ao jornal espanhol El Mundo, tanto o piloto, Antonio Luna, quanto o co-piloto do vôo, Francisco Javier Mulet, residiam em Palma de Mallorca e estavam "perfeitamente qualificados e tinham grande experiência" no manejo do avião.

O sindicato também enviou uma nota oficial de condolências a todos os familiares das vítimas em função deste "terrível acidente aéreo". De acordo com o jornal, técnicos norte-americanos se dirigem à Espanha para acompanhar as investigações.

Outros acidentes

Os dois últimos acidentes com vítimas no aeroporto de Barajas ocorreram em 1983. Em 27 de novembro daquele ano, 181 pessoas morreram e 11 se salvaram devido à queda de um Boeing 747 da companhia colombiana Avianca perto do aeroporto de Madri. O avião se preparava para aterrissar em Barajas.

Dias depois, em 7 de dezembro, 93 pessoas morreram e 31 ficaram feridos devido à colisão na pista de decolagem do aeroporto de Barajas entre um Boeing 727 da Iberia e um DC-9 da Aviaco, acidente causado pela existência de nevoeiro.

Com agências internacionais

Redação Terra
 
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