"Nossa posição a respeito de conceder-lhe uma saída é clara. Musharraf quebrou a Constituição e deve pagar por isso", disse o secretário de informação da PML-N, Ahsan Iqbal, em declarações à imprensa.
Iqbal, para quem a renúncia é uma "vitória das forças democráticas", disse que a saída do presidente "só trará conseqüências positivas". O porta-voz acrescentou que os juízes do Supremo que Musharraf expulsou durante o estado de exceção declarado em novembro de 2007 "serão em breve restituídos (a seus cargos)".
Musharraf anunciou hoje sua renúncia em discurso à nação e, com isso, saiu à margem da tentativa do governo por iniciar um processo de destituição contra o chefe de Estado, cujo início estava previsto para esta semana.
O presidente assumira o poder no Paquistão em outubro de 1999, após um golpe de Estado contra o governo de Nawaz Sharif, cujo partido hoje é um dos membros do atual Executivo.
Sharif teve que se exilar por causa daquele episódio e a PML-N, que hoje faz parte do governo, manteve desde então uma ferrenha oposição ao trabalho de Musharraf no poder.
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