ONU alerta para atingidos em guerra civil no Sudão

18 de maio de 2004 • 18h20 • atualizado às 18h15

A ONU alertou hoje sobre a gravidade da crise que o Sudão atravessa, ao anunciar que a o número de pessoas afetadas pelo conflito se duplicou em apenas um mês e chegou a dois milhões de indivíduos.

Esta cifra, segundo fontes da organização, contrasta com o cerca de 1,1 milhão de pessoas que aparecia como afetadas por este conflito no último relatório de abril.

O Sudão é cenário da guerra civil mais longa da África, cuja origem se remonta a 1983.

Nesse ano, os rebeldes do exército Popular de Libertação do Sudão (EPLS) começaram a exigir a secessão do sul -de maioria cristã e animista- do norte muçulmano.

O conflito renasceu em fevereiro de 2003, quando as milícias árabes conhecidas como Janjawee, apoiadas pelo Governo de Cartum, começaram a expulsar sistematicamente os civis de suas terras e a praticar uma política de "terra queimada".

Até agora, os enfrentamentos deixaram milhares de mortos e milhões de deslocados, muitos dos quais conseguiram fugir para o Chade.

Fontes da Unicef informaram que a iminente chegada da estação chuvosa tornará praticamente impossível a realização do trabalho das agências humanitárias e o fornecimento dos bens de primeira necessidade no Chade, dos quais cerca de 137.000 refugiados sudaneses dependem.

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