"(Cameron) Vai à Geórgia. Ele se reunirá com líderes políticos", confirmou um porta-voz do líder do principal partido da oposição britânica, sem dar mais detalhes sobre seu programa no país.
O conservador, a quem muitos observadores vêem como futuro primeiro-ministro, seguirá os passos da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que hoje se reuniu com o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili.
O governante da Geórgia também anunciou hoje que assinou o plano da União Européia (UE) de regra do conflito bélico e exigiu a retirada das tropas russas, enquanto Rice ressaltou que, "depois desta assinatura, todas as unidades russas devem sair da Geórgia".
Cameron veio pressionando o Governo britânico a adotar uma linha mais dura contra Moscou, enquanto qualificou o país de "pistoleiro" e chegou a pedir a expulsão da Rússia do Grupo dos Oito (sete países mais industrializados e a Rússia).
Segundo os analistas, o líder conservador quer tomar a iniciativa política frente à passividade do primeiro-ministro, o trabalhista Gordon Brown, e do ministro de Exteriores britânico, David Miliband, que estão de férias e quase não apareceram para responder à crise da Geórgia.
As tropas russas seguem ocupando posições na Geórgia, apesar do frágil cessar-fogo ordenado na terça-feira passada pelo presidente russo, Dmitri Medvedev.
O anúncio da trégua colocou fim a cinco dias de combates que começaram na semana passada, quando a Geórgia atacou os separatistas pró-russos da região georgiana da Ossétia do Sul.
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