Os cristãos perseguidos por muçulmanos durante três dias de violentos conflitos na cidade de Kano, no norte da Nigéria, embarcaram hoje em vários ônibus para deixar a região. Durante dois dias desta semana, centenas de pessoas, em sua maioria cristãos, foram queimadas vivas ou assassinadas a golpes de faca por grupos de muçulmanos na cidade de Kano como represália pelo assassinato de centenas de muçulmanos na região central da Nigéria, 10 dias atrás.
"As pessoas estão cansadas de ter medo, e hoje é sexta-feira (dia de orações para os muçulmanos). Então, elas estão deixando a região", afirmou Adamson Gbangange, ao embarcar em um ônibus.
Milhares de outros cristãos, muitos deles famintos e sem dinheiro, acamparam nos alojamentos da polícia em toda a cidade para escapar dos jovens armados com facas e gasolina. "Vou voltar para meu Estado porque ficou impossível viver em Kano em paz. Minha casa foi queimada com tudo que eu tinha", disse Keneth Samuel, operário de uma fábrica. É comum a ocorrência de manifestações depois das orações de sexta-feira na cidade de Kano.
Cerca de mil nigerianos, segundo estimativas, morreram nos conflitos religiosos ocorridos no país africano nas últimas duas semanas. As autoridades, porém, recusam-se a fornecer uma cifra oficial de mortos. A Associação Cristã da Nigéria em Kano afirmou que quase 600 pessoas tinham sido mortas na terça e na quarta-feira desta semana na cidade. O número é muito maior que aquele fornecido pela polícia, de 30 mortos. O funcionário de uma agência de ajuda humanitária disse ter visto três caminhões cheios de corpos chegando ao principal hospital da cidade.
Os massacres começaram em Kano depois de milhares de muçulmanos terem protestado pelas ruas da cidade devido ao assassinato de centenas de muçulmanos em Yelwa, região central do país.
"As pessoas estão cansadas de ter medo, e hoje é sexta-feira (dia de orações para os muçulmanos). Então, elas estão deixando a região", afirmou Adamson Gbangange, ao embarcar em um ônibus.
Milhares de outros cristãos, muitos deles famintos e sem dinheiro, acamparam nos alojamentos da polícia em toda a cidade para escapar dos jovens armados com facas e gasolina. "Vou voltar para meu Estado porque ficou impossível viver em Kano em paz. Minha casa foi queimada com tudo que eu tinha", disse Keneth Samuel, operário de uma fábrica. É comum a ocorrência de manifestações depois das orações de sexta-feira na cidade de Kano.
Cerca de mil nigerianos, segundo estimativas, morreram nos conflitos religiosos ocorridos no país africano nas últimas duas semanas. As autoridades, porém, recusam-se a fornecer uma cifra oficial de mortos. A Associação Cristã da Nigéria em Kano afirmou que quase 600 pessoas tinham sido mortas na terça e na quarta-feira desta semana na cidade. O número é muito maior que aquele fornecido pela polícia, de 30 mortos. O funcionário de uma agência de ajuda humanitária disse ter visto três caminhões cheios de corpos chegando ao principal hospital da cidade.
Os massacres começaram em Kano depois de milhares de muçulmanos terem protestado pelas ruas da cidade devido ao assassinato de centenas de muçulmanos em Yelwa, região central do país.

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