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Oposição italiana contra permanência no Iraque

13 de maio de 2004 18h53

Os partidos da oposição ao governo de Silvio Berlusconi pediram unidos nesta quinta-feira a retirada das tropas italianas do Iraque depois das revelações sobre torturas infligidas aos prisioneiros no país.

O maior partido da oposição, o Oliveira, de centro-esquerda, "considera indispensável que os responsáveis pelas torturas sejam submetidos a um julgamento rigoroso" e sustentam que o governo de Silvio Berlusconi deve pedir aos Estados Unidos que mude seu ministro da Defesa, politicamente responsável por ações das forças armadas no Iraque.

"Depois das denúncias de torturas é complicado definir a missão no Iraque como missão de paz", afirmou nesta quinta-feira em Ancona (centro da Itália) o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, um dos líderes do centro-esquerda italiana.

Vários partidos da esquerda italiana, entre eles comunistas e Verdes pediram continuamemte que o contingente italiano, formado por 3 mil homens, seja retirado do Iraque, enquanto setores moderados, como os Democráticos de Esquerda, o maior partido, optaram por esperar a data de 30 de junho para sair do Iraque.

Depois das revelações dos abusos e mau-tratos por parte de soldados americanos a prisioneiros iraquianos, as forças da oposição se uniram para pedir a retirada "nos próximos dias" dos soldados italianos.

"A ONU deve dirigir a transição no Iraque. Não se pode esperar até o 30 de junho. É preciso fomentar a formação de um novo governo, soberano, como prevê o plano de Lakhdar Brahimi (enviado especial da ONU ao Iraque)", pediu a oposição italiana.

"A presença militar italiana no Iraque não tem justificativa aceitável", escreveram num documento.

Os partidos da oposição, que na véspera entraram em confronto com o governo durante um debate parlamentar sobre o assunto, solicitaram o próximo 20 de maio como marco para "a retirada da missão italiana no Iraque".

Berlusconi deverá encontrar-se no dia 19 de maio nos Estados Unidos com George Bush.

AFP
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