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 Mercosul: não há espaço para golpe na Bolívia
08 de agosto de 2008 19h51 atualizado às 20h23

O presidente da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, Carlos Álvarez, afirmou hoje que "não há espaço para um golpe de Estado" na Bolívia, e sustentou que todos devem atuar lado a lado para defender a democracia no país.

Álvarez se encontra em La Paz como parte do grupo dos 300 observadores internacionais que participarão no próximo domingo do referendo ao qual se submeterão o presidente Evo Morales, o vice-presidente Álvaro García Linera e oito governadores regionais (governadores) do país.

"A democracia tem enorme importância não só para o povo boliviano, mas para o conjunto da região. A Bolívia é um país estratégico, é um país decisivo na América Latina", disse Álvarez.

Segundo sua opinião, é fundamental que se defenda a democracia boliviana, por sua importância para a integração sul-americana.

A versão sobre o risco de um iminente golpe de Estado foi formulada na quinta-feira pelo ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, que atribuiu o complô aos governadores regionais opositores do país.

No entanto, a denúncia não foi respaldada hoje de forma explícita pelo chanceler David Choquehuanca, que se limitou a sustentar que há "grupos antidemocráticos" que realizam ações violentas "para sabotar e tentar evitar" a consulta de domingo.

O representante do Mercosul também disse estar convencido que, no campo econômico, a Bolívia "está bem", e que é necessário evitar que o conflito político prejudique essas possibilidades de desenvolvimento.

EFE
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