Kwame Kilpatrick aguarda decisão do juiz durante audiência
Foto: AP
O prefeito de Detroit (Michigan, norte dos EUA), Kwame Kilpatrick, processado por um caso de escândalo sexual, foi detido nesta quinta-feira por ter violado uma disposição sobre sua liberdade condicional que o proibia de deixar o território americano.
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Kilpatrick foi indiciado em março passado por perjúrio, obstrução à justiça e má conduta dentro de suas funções, por ter mentido sob juramento sobre uma relação com sua ex-chefe de gabinete e por ter demitido policiais que investigavam um caso sexual no qual estava envolvido.
Um juiz de Detroit, Ronald Giles, ordenou nesta quinta-feira a detenção de Kilpatrick, acusado de ter viajado recentemente a Windsor, no Canadá, violando os termos da liberdade condicional.
"Não se brinca com a justiça", sentenciou o magistrado durante uma curta audiência, ao término da qual o prefeito de Detroit foi preso. Kilpatrick alegou ter viajado por motivos profissionais.
"Não existe uma pessoa no mundo que respeite a lei mais do que eu", argumentou o prefeito, pedindo ao juiz uma segunda chance. A fiança foi fixada em US$ 75 mil.
O prefeito de Detroit foi indiciado depois de ter aceitado um acordo com três policiais envolvendo mais de US$ 8 milhões para evitar um julgamento.
Eles alegam terem sido afastados por investigar rumores segundo os quais a mulher do prefeito teria acabado, há seis anos, com uma sessão de strip-tease no escritório do político.
O prefeito também é acusado de ter mentido sob juramento sobre sua relação com sua ex-chefe de gabinete, Christine Beatty, e sobre seu envolvimento no afastamento do subchefe da polícia Gary Brown.

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