Justiça indicia rebelde das Farc detido em resgate

29 de julho de 2008 • 16h21 • atualizado às 16h37

O membro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Gerardo Antonio Aguilar Ramírez, conhecido como "César", detido no dia 2 de julho na operação de resgate de 15 reféns da guerrilha, foi acusado nesta terça-feira pela Justiça de terrorismo, informaram fontes da Procuradoria Geral colombiana.

Um promotor da União Nacional contra o Terrorismo emitiu a ordem de detenção sem fiança "por sua suposta intervenção em um plano terrorista em 2003", agregaram as fontes.

Segundo as investigações, o rebelde das Farc "enviou dinheiro para financiar a explosão de pontes sobre o rio Magdalena em Girardot (Cundinamarca, centro), e em Honda e Suárez (Tolima, sul)".

Segundo as fontes da Procuradoria, esse plano "contemplava a utilização de carros-bomba que seriam conduzidos por controle remoto até as estruturas escolhidas para serem destruídas".

As fontes dizem que o grupo rebelde também "adquiriu casas nas cercanias das pontes para comandar desde lá as ações terroristas". O promotor instrutor desses fatos acusa César dos delitos de "terrorismo, concerto para delinqüir para financiar atividades terroristas, e rebelião".

No mesmo processo já está condenado a 470 meses de prisão Édgar Morea Morales, conhecido como Javier Tanga, entre outros sentenciados. César foi detido na Operação Xeque, que viabilizou a libertação de 15 reféns das Farc, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.

Atualmente César está detido em uma prisão de Bogotá e as autoridades dos Estados Unidos podem formalizar o pedido de extradição por seqüestro e terrorismo.

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