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Quinta, 24 de julho de 2008, 21h53 Atualizada às 21h58

Analgésico mais forte que heroína mata mil nos EUA

Mais de mil pessoas morreram ao longo dos últimos dois anos nos Estados Unidos por overdose de Fentanyl, um analgésico até 50 vezes mais forte que a heroína, informou hoje um órgão público.

Um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicou hoje que a substância, que causou a morte de pelo menos 1.013 pessoas, era vendida nas ruas do país, em algumas ocasiões misturada com cocaína e heroína, e era feita em uma fábrica mexicana já fechada.

Fentanyl é um analgésico habitualmente receitado a pacientes com câncer, geralmente induz a episódios de euforia e é de 30 a 50 vezes mais potente que a heroína.

"Um grama de Fentanyl puro pode ser transformado em aproximadamente sete mil doses para a venda nas ruas. A fabricação requer um conhecimento técnico mínimo e a receita pode ser encontrada na internet", apontou o relatório.

O relatório do CDC assinala que as mortes aconteceram entre abril de 2005 e março 2007 e que a maioria ocorreu em Chicago (349) e na Filadélfia (269).

"Esta foi realmente uma epidemia", disse Steven Marcus, diretor do Centro de Toxiologia de Nova Jersey e um dos autores do relatório.

Acredita-se que o Fentanyl utilizado em Chicago e na região de Detroit proveio de uma fábrica ilegal em Toluca (México) que foi fechada em maio de 2006 pelas autoridades mexicanas, disse CDC.

A pior parte desse surto de mortes por overdose de Fentanyl parece ter terminado após o fechamento da fábrica mexicana.

"Quase desapareceu totalmente. O fechamento da fábrica em Toluca foi provavelmente um fator muito importante", disse Stephen Jones, um dos especialistas do CDC.

Jones acrescentou que as mortes registradas entre 2005 e 2007 constituem a pior seqüela do consumo de Fentanyl. Na década de 80, houve outro surto do consumo, com pelo menos 110 mortes.

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